domingo, 11 de novembro de 2012

GONZAGÃO CENTENÁRIO

Luiz Gonzaga do Nascimento, segundo ele próprio, metade pernanbucano, metade cearense.


A Morte do Vaqueiro

 

Numa tarde bem tristonha
Gado muge sem parar
Lamentando seu vaqueiro
Que não vem mais aboiar
Não vem mais aboiar
Tão dolente a cantar
Tengo, lengo, tengo, lengo,
tengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi
Bom vaqueiro nordestino
Morre sem deixar tostão
O seu nome é esquecido
Nas quebradas do sertão
Nunca mais ouvirão
Seu cantar, meu irmão
Tengo, lengo, tengo, lengo,
tengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi
Sacudido numa cova
Desprezado do Senhor
Só lembrado do cachorro
Que inda chora
Sua dor
É demais tanta dor
A chorar com amor
Tengo, lengo, tengo, lengo,
tengo, lengo, tengo
Tengo, lengo, tengo, lengo,
tengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi
E... Ei...



ALGODÃO

Bate a enxada no chão
Limpa o pé de algodão
Pois pra vencer a batalha,
É preciso ser forte, robusto, valente ou nascer no sertão

Tem que suar muito pra ganhar o pão
E a coisa lá "né" brinquedo não

Mas quando chega o tempo rico da colheita
Trabalhador vendo a fortuna se deleita

Chama a família e sai, pelo roçado vai
Cantando alegre ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, (2X)

Sertanejo do norte
Vamos plantar algodão
Ouro branco que faz nosso povo feliz
Que tanto enriquece o país
Um produto do nosso sertão.



Acauã

 

Acauã, acauã vive cantando
Durante o tempo do verão
No silêncio das tardes agourando
Chamando a seca pro sertão
Chamando a seca pro sertão
Acauã,
Acauã,
Teu canto é penoso e faz medo
Te cala acauã,
Que é pra chuva voltar cedo
Que é pra chuva voltar cedo
Toda noite no sertão
Canta o João Corta-Pau
A coruja, mãe da lua
A peitica e o bacurau
Na alegria do inverno
Canta sapo, gia e rã
Mas na tristeza da seca
Só se ouve acauã
Só se ouve acauã
Acauã, Acauã...


domingo, 14 de outubro de 2012

O PADIM ECOLÓGICO




Cícero Romão Batista, o padre Cícero, o padim Ciço  do povo humilde do nordeste é uma figura que desperta controvérsias. Mas em um ponto admiradores, detratores e estudiosos concordam: Foi um homem extremamente inteligente, a frente de seu tempo. Prova disso foram os seus preceitos “ecológicos” proferidos a cerca de um século atrás, quando o interesse ambiental era algo inexistente.
Assim dizia o padim:
- Não derrube o mato nem mesmo um só pé de pau
- Não toque fogo no roçado nem na caatinga
- Não cace mais e deixe os bichos viverem
- Não crie o boi nem o bode soltos; faça cercados e deixe o pasto descansar para se refazer
- Não plante em serra acima nem faça roçado em ladeira muito em pé; deixe o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca a sua riqueza
-Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar água de chuva
-Represe os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com pedra solta
-Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore qualquer, até que o sertão todo seja uma mata só
-Aprenda a tirar proveito das plantas da caatinga, como a maniçoba, a favela e a jurema; elas podem ajudar a conviver com a seca
-Se o sertanejo obedecer a estes preceitos, a seca vai aos poucos se acabando, o gado melhorando e o povo terá sempre o que comer
- Mas, se não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai vivar um deserto só.

 Não deram ouvidos às palavras do padre, e o resultado é o que vemos hoje.




quarta-feira, 10 de outubro de 2012

domingo, 7 de outubro de 2012

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

PARA QUE SERVE UM POLÍTICO?



“ Para que serve um deputado”?
Tiririca depois de quase dois anos de exercício  do seu mandato de deputado Federal, provavelmente já descobriu a função de um parlamentar, sendo inclusive escolhido como um dos mais atuantes na câmara federal.   Mas, e o restante do nosso povão, a  “plebe rude”, tem consciência do que cabe fazer o executivo e o legislativo municipal?.
O atraso cultural e intelectual das massas, não permite o acesso por parte destas, ao conhecimento libertador do homem. ESTE ATRASO É PROPOSITAL. Assim sendo, em consequência, o conceito que significativa parcela de nosso ignorante eleitorado tem de um vereador, por exemplo, é a de uma pessoa que tem como função prestar-lhe favores pessoais, pagar a conta de luz, fornecer combustível  para a consulta médica em uma cidade um pouco mais desenvolvida, arranjar um empreguinho para um parente... e, que por isso mesmo,deve ganhar um  “ salário” alto.
Enquanto reinar esse modo de pensar e agir, a cada nova eleição, sem querer plagiar o palhaço, pior do que tá pode ficar, sim.