sábado, 6 de abril de 2013
sábado, 30 de março de 2013
AMEAÇA À CAATINGA
DIÁRIO DO NORDESTE
CADERNO REGIONAL
Sertão
dos Inhamuns
Ambientalistas alertam
contra cultivo do nim
30.03.2013
Planta se
mostrou incompatível com a flora e a fauna da caatinga existente no semiárido
do País
Crateús. O Pacto Ambiental da Região dos Inhamuns (Parisc) se mobiliza contra a proliferação do plantio do nim (Azadirachta indica A. Juss) em municípios dessa região. A preocupação é no sentido de evitar a proliferação, em vista dos danos ambientais já verificados naquela região.
O cultivo da espécie e sua proliferação estão
provocando prejuízos a outras espécies vegetais e até animais, uma vez que
possui também propriedades repelentes
Na última semana, o Pacto enviou documento ao Ministério do Meio Ambiente, ao Governo do Estado e para pesquisadores da espécie que atuam em universidades brasileiras. O objetivo foi informar acerca do elevado aumento no plantio da espécie exótica, vinda da Índia, alegando que prejudica o bioma caatinga. Afirma que a ação agrava ainda mais o processo de desertificação no Estado. Solicita que o órgão determine pesquisa urgente sobre os efeitos da espécie no País, especialmente no semiárido brasileiro.
Iniciativa
"Tomamos a iniciativa de enviar esse documento para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e esperamos atitudes concretas por parte do Ministério em relação a esse fato. Isso vem agravando ainda mais a situação do processo de desertificação no Estado do Ceará", explica Jorge de Moura, secretário executivo do Pacto.
No documento, o Pacto relata a preocupação com a introdução de espécies oriundas de outros países no bioma caatinga, alertando que não há controle no Estado, e que as espécies nativas da caatinga estão perdendo espaço para as árvores exóticas.
Diz ainda que ações como essa trarão grandes prejuízos ao meio ambiente e ao bioma em um futuro próximo, com base em cinco justificativas: "a espécie nim se alimenta dos microrganismos da terra, é repelente natural de proporções desastrosas para a fauna e a flora, tem poder extraordinário de reprodução que já está sem controle, é árvore invasora, é abortivo natural que já ocasiona danos na região", defende o documento.
Experiências
O Pacto cita no documento exemplos de agricultores da região que tiveram experiências negativas com a espécie. Narra que o proprietário da Fazenda Veneza, no município de Tauá, plantou há quatro anos duas mudas de nim em seu pomar próximo a um cacimbão.
"Todas as árvores fruteiras do seu sítio morreram e até parece que atearam fogo, a água está contaminada. Se algum canteiro de verduras ou mesmo árvores forem regadas com essa água, a mortandade é de imediato".
Outro caso relatado é o do agricultor Luiz de Miranda, no município de Parambu, que plantou apenas duas mudas da planta e rapidamente ela se proliferou pela sua propriedade invadindo um córrego e todo o espaço do entorno.
Para o Pacto, a espécie tem potencial benéfico, desde que controlada. "Manipulada de forma correta tem inúmeros benefícios. Deveria ser restrita aos laboratórios e universidades para trabalharem seus produtos. O que não concordamos é a forma como essa árvore está sendo incorporada no bioma caatinga, de forma incontrolada", destaca Jorge Moura.
Ele lembra que, em 2011, o Parisc realizou uma audiência pública com a presença dos 12 municípios que compõem o Pacto, ocasião em que tratou sobre a questão. Mostrou aos 12 municípios integrantes que a plantação da árvore nim como arborização das cidades é um crime ambiental de graves proporções.
Plantio
Salienta que, após a audiência, alguns municípios da região seguiram as orientações e iniciaram processos e campanhas de arborização e plantios com espécies nativas.
Para o botânico e engenheiro agrônomo Antônio Sérgio Farias, a preocupação do Pacto Ambiental é muito válida. Explica que, nos últimos dois anos, é que os efeitos da espécie estão sendo percebidos no Ceará.
"O plantio do nim é relativamente novo no Ceará, em torno de 10 anos, e quem plantou agora é que sente os efeitos". Salienta o botânico que as pesquisas ainda são poucas para se saber exatamente os efeitos prejudiciais ao bioma. Porém, enfatiza o seu poder invasor e prejudicial ao ecossistema.
"Não é adequado para arborização e jamais para o reflorestamento, que tem que ser feito com plantas nativas".
Eveline Lanzillotti, bióloga que realizou pesquisas acerca da invasão de plantas exóticas quando atuava como professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece) na região dos Inhamuns, também chancela o documento do Pacto.
"O nim assim como outras espécies (algaroba, sempreverde, entre outras) estão em quantidade excessiva na caatinga e invadem o bioma, competem com as nossas espécies e ganham. Propagam-se rápido e tem fácil poder de adaptação. Já podemos afirmar que o bioma caatinga está descaracterizado, especialmente no que se refere à flora", alerta da pesquisadora da Uece.
Segundo avalia, o documento do Pacto tem grande relevância. "Se não tomarmos providências, em curtíssimo prazo, as espécies do bioma caatinga desaparecerão", alerta a pesquisadora.
Com a sinalização dos pesquisadores da área, os ambientalistas esperam maior critério no cultivo da planta na região.
Debate
2011 foi o ano que o Parisc realizou uma audiência pública alertando sobre os efeitos do plantio da espécie para o bioma caatinga no semiárido brasileiro
Mais informações
Pacto Ambiental da Região dos Inhamuns (Parisc)
Jorge Moura
Município de Tauá
(85) 8520.9939/(88) 9427.6837.
SILVANIA CLAUDINO
REPÓRTER
Crateús. O Pacto Ambiental da Região dos Inhamuns (Parisc) se mobiliza contra a proliferação do plantio do nim (Azadirachta indica A. Juss) em municípios dessa região. A preocupação é no sentido de evitar a proliferação, em vista dos danos ambientais já verificados naquela região.
O cultivo da espécie e sua proliferação estão
provocando prejuízos a outras espécies vegetais e até animais, uma vez que
possui também propriedades repelentesNa última semana, o Pacto enviou documento ao Ministério do Meio Ambiente, ao Governo do Estado e para pesquisadores da espécie que atuam em universidades brasileiras. O objetivo foi informar acerca do elevado aumento no plantio da espécie exótica, vinda da Índia, alegando que prejudica o bioma caatinga. Afirma que a ação agrava ainda mais o processo de desertificação no Estado. Solicita que o órgão determine pesquisa urgente sobre os efeitos da espécie no País, especialmente no semiárido brasileiro.
Iniciativa
"Tomamos a iniciativa de enviar esse documento para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e esperamos atitudes concretas por parte do Ministério em relação a esse fato. Isso vem agravando ainda mais a situação do processo de desertificação no Estado do Ceará", explica Jorge de Moura, secretário executivo do Pacto.
No documento, o Pacto relata a preocupação com a introdução de espécies oriundas de outros países no bioma caatinga, alertando que não há controle no Estado, e que as espécies nativas da caatinga estão perdendo espaço para as árvores exóticas.
Diz ainda que ações como essa trarão grandes prejuízos ao meio ambiente e ao bioma em um futuro próximo, com base em cinco justificativas: "a espécie nim se alimenta dos microrganismos da terra, é repelente natural de proporções desastrosas para a fauna e a flora, tem poder extraordinário de reprodução que já está sem controle, é árvore invasora, é abortivo natural que já ocasiona danos na região", defende o documento.
Experiências
O Pacto cita no documento exemplos de agricultores da região que tiveram experiências negativas com a espécie. Narra que o proprietário da Fazenda Veneza, no município de Tauá, plantou há quatro anos duas mudas de nim em seu pomar próximo a um cacimbão.
"Todas as árvores fruteiras do seu sítio morreram e até parece que atearam fogo, a água está contaminada. Se algum canteiro de verduras ou mesmo árvores forem regadas com essa água, a mortandade é de imediato".
Outro caso relatado é o do agricultor Luiz de Miranda, no município de Parambu, que plantou apenas duas mudas da planta e rapidamente ela se proliferou pela sua propriedade invadindo um córrego e todo o espaço do entorno.
Para o Pacto, a espécie tem potencial benéfico, desde que controlada. "Manipulada de forma correta tem inúmeros benefícios. Deveria ser restrita aos laboratórios e universidades para trabalharem seus produtos. O que não concordamos é a forma como essa árvore está sendo incorporada no bioma caatinga, de forma incontrolada", destaca Jorge Moura.
Ele lembra que, em 2011, o Parisc realizou uma audiência pública com a presença dos 12 municípios que compõem o Pacto, ocasião em que tratou sobre a questão. Mostrou aos 12 municípios integrantes que a plantação da árvore nim como arborização das cidades é um crime ambiental de graves proporções.
Plantio
Salienta que, após a audiência, alguns municípios da região seguiram as orientações e iniciaram processos e campanhas de arborização e plantios com espécies nativas.
Para o botânico e engenheiro agrônomo Antônio Sérgio Farias, a preocupação do Pacto Ambiental é muito válida. Explica que, nos últimos dois anos, é que os efeitos da espécie estão sendo percebidos no Ceará.
"O plantio do nim é relativamente novo no Ceará, em torno de 10 anos, e quem plantou agora é que sente os efeitos". Salienta o botânico que as pesquisas ainda são poucas para se saber exatamente os efeitos prejudiciais ao bioma. Porém, enfatiza o seu poder invasor e prejudicial ao ecossistema.
"Não é adequado para arborização e jamais para o reflorestamento, que tem que ser feito com plantas nativas".
Eveline Lanzillotti, bióloga que realizou pesquisas acerca da invasão de plantas exóticas quando atuava como professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece) na região dos Inhamuns, também chancela o documento do Pacto.
"O nim assim como outras espécies (algaroba, sempreverde, entre outras) estão em quantidade excessiva na caatinga e invadem o bioma, competem com as nossas espécies e ganham. Propagam-se rápido e tem fácil poder de adaptação. Já podemos afirmar que o bioma caatinga está descaracterizado, especialmente no que se refere à flora", alerta da pesquisadora da Uece.
Segundo avalia, o documento do Pacto tem grande relevância. "Se não tomarmos providências, em curtíssimo prazo, as espécies do bioma caatinga desaparecerão", alerta a pesquisadora.
Com a sinalização dos pesquisadores da área, os ambientalistas esperam maior critério no cultivo da planta na região.
Debate
2011 foi o ano que o Parisc realizou uma audiência pública alertando sobre os efeitos do plantio da espécie para o bioma caatinga no semiárido brasileiro
Mais informações
Pacto Ambiental da Região dos Inhamuns (Parisc)
Jorge Moura
Município de Tauá
(85) 8520.9939/(88) 9427.6837.
SILVANIA CLAUDINO
REPÓRTER
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
CRÍTICA AOS BLOGUEIROS E À “IMPRENSA DE QUIXADÁ”
Segunda- feira, 25 de fevereiro de 2013, o governador Cid
Gomes chega a Quixadá atendendo a convite do ministro da previdência social,
vem inaugurar a nova agência do INSS no município.
Cid em Quixadá,
evento raro, oportunidade única para os chamados homens de “imprensa”da terra
dos monólitos indagarem a sua excelência sobre a inexplicável demora na
inauguração da policlínica. Cid concede entrevista, mas nada é perguntado a
respeito. Por qual razão? Medo de chatear o governador, ou incompetência
profissional?
Mas, todos eles intitulam-se profissionais de imprensa.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
A ETERNA ESPERA DA POLICLÍNICA
A foto e a manchete acima, publicados na edição de hoje do Diário do Nordeste referem-se à policlínica de Caucaia. Mas, e o que dizer da Policlínica de Quixadá?. O
prédio está pronto há mais de um ano, e nenhum aceno por parte do Senhor
Governador a respeito de sua inauguração, ou melhor, de seu
funcionamento, já que o oba oba em si da inauguração, não significa o inicio efetivo de funcionamento, pois como todos nós sabemos é do feitio de Cid Gomes, inaugurar obras sem que estas estejam prontas, a exemplo do Hospital Regional Norte em Sobral, quando o funcionário ferido na queda da marquise teve de ser socorrido em outro hospital daquela cidade.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
ALBERTO PORFÍRIO
QUIXADÁ – TERRA SOFRIDA
“NUM RECANTO ALEGRE DESTE PAÍS,
NA ARIDEZ CRUENTA DO CEARÁ,
ENCONTRA-SE A URBE QUE EU SEMPRE QUIS
É A MONOLÍTICA QUIXADÁ.
EU DISPENSARIA ROMA E PARIS,
SÃO PAULO, LONDRINA, NO PARANÁ
POR ESTA CIDADE HUMILDE E FELIZ.
NAS MÁRGENS SAUDÁVEIS DO SITIÁ
ALI VOU ÀS COMPRAS DE MANHÃZINHA,
PASSEIO PELOS CAMPOS A TARDINHA
ISTO É, PARA MIM, O MELHOR D VIDA.
VENDO AS REBATAS EM ARRIBAÇÃO
NOS RAROS SERENOS QUE MOLHAM O CHÃO
SINTO O CHEIRO BOM DE TERRA SOFRIDA’’
Alberto Porfírio – poeta quixadaense.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
IVETE E A ESTIAGEM
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| Charge do Diário do Nordeste 05/02/13 |
Quase um
milhão de reais de cachê pago pelo governo do estado do Ceará, para Ivete
Sangalo se apresentar na Inauguração do hospital regional da zona norte, em
Sobral. O governador Cid Gomes, comprova
assim que, o objetivo de seu governo é um só: Aparecer,ou como diria aquele
cearense mais humilde, “ se amostrar”. E o que é pior, usando o dinheiro do
contribuinte.
Quantos poços
profundos poderiam ser perfurados, usando esses R$ 650.000,00 pagos à cantora e
a sua trupe?. Esse episódio, infelizmente, não é o único do tipo. Os gestores
municipais seguem o exemplo do senhor governador.
A manchete
principal do jornal diário do nordeste, edição de hoje – 05 de fevereiro de
2013 é a seguinte: APESAR DA SECA, PREFEITOS
GASTAM COM O CARNAVAL. Os governantes municipais deveriam saber o
significado da palavra PRIORIDADE. Estamos atravessando uma das mais severas
estiagens já registradas no semiárido brasileiro, e aqui no Ceará, 174
municípios entraram em estado de emergência, o que impede legalmente o estado e
a união de liberarem dinheiro para a realização de festas, o que significa
dizer que o carnaval será pago pelo cofre municipal, no caso de Quixadá, R$
256, 8 mil ( DN cidade pag. 4).
O mais irônico
nisso tudo é saber que quando se trata de investimentos para o município, a
alegação é que as prefeituras estão quebradas, os recursos são parcos.
O que dizer aos eleitores que elegeram seus
prefeitos na esperança de dias melhores e em pouco tempo se veem diante dos mesmos vícios de gestões
anteriores? Será que ainda resta esperança de inversão de prioridades?
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